Enquanto eu pensava sobre a minha resposta a esta tarefa, me dei conta de que há três aspectos muito diferentes de mim mesmo que eu poderia descrever. Decidi então descrever, com o máximo de sinceridade, todos os três “eus” que conheci até hoje. Esses três eus formam o que eu vou chamar de paisagens de mim mesmo, paisagens que estou me empenhando em transformar. Que estou decidido a transformar.
A paisagem de quem somos muda de aparência dependendo de quem somo, da nosso posição a vida e de como escolhemos nos apresentar. Em primeiro lugar há o “eu” que costuma aparecer durante momentos como este. O eu que eu quero que os outros vejam. Este é o eu de montanhas majestosas e prados verdejantes. Este é o eu de força e poder. É o eu das grandes realizações educacionais e profissionais, da capacidade de liderança e da comprovada dedicação aos outros. Este é o eu público: o eu em que eu me empenho em me agarrar.
Em seguida há o eu que não quer ser revelado. O eu que quer se esconder. Trata-se da paisagem da fraqueza. Há muitos vales e poucos picos nesse eu. Ele inclui o que eu penso e acredito secretamente a meu respeito. Este é o eu que eu não compartilho com os outros. É o eu com quem viajo nos momentos de tristeza, de medo, nos momentos em que me sinto sem valor e sem esperança. Entretanto, sou capaz de reconhecer que este eu pode me ajudar a aprender com meus erros e falhas e crescer.
Na paisagem desse eu, a topografia inclui locais como o “pântano da auto enganação”, que transborda com a falta de sinceridade, que se encobre com a neblina do egoísmo e que fede com o mau cheiro do narcisismo. Aqui, as serpentes venenosas da procrastinação, da preguiça e da falta de disciplina procriam livremente. Com frequência, ameaçam me comer vivo.
Perto dali encontra-se o “vale da insegurança”. Este vale é pontilhado das imensas rochas do temor, formadas pelo medo de fracassar e por seixos de incerteza. O solo é árido devido às longas secas da vergonha e da culpa. Nada cresce nesse vale. Ele é coberto pelas ervas daninhas da limitação e da escassez.
O deserto da ira cerca o vale da insegurança. Ele é aquecido pelo implacável sol do ódio e do ressentimento, que dão origem aos ventos quentes da resistência, da desobediência, da competitividade e da arrogância. Esses ventos criam tempestades de areia de ciúme, maldade e inveja.
Há lugares nessa paisagem que não podem ser vistos por quem a olha. São as cavernas e grutas subterrâneas do “não sou bom o bastante” e “não mereço o que é bom”, que percorrem o terreno por baixo dos pântanos, dos vales e do deserto. Essas cavernas estão por baixo de todas as cenas autodestrutivas. Só recentemente descobri o quão profundamente essas cavernas e grutas recortam a minha vida. E foi a esses alicerces que eu me apeguei para construir minha vida. Até hoje!
Durante este trabalho, achei muito interessante verificar que, embora eu seja capaz de identificar os meus pontos fracos com imenso detalhe, sinto dificuldade em apontar os meus pontos fortes. Existe, no entanto, um terceiro ambiente nessa paisagem do eu. Não é novo, embora se trate de um local que estou apenas começando a conhecer e aceitar. Nessa terceira paisagem viceja um cenário lindo e inspirador, cenas de sonhos e aspirações. Para mim, é um local novo, porque chafurdei tempo demais no pântano do autoengano, visitei a gruta de “não sou bom o bastante” com excessiva frequência – com tanta frequência, aliás, que perdi de vista o meu direito de sonhar e de aspirar aos objetivos que criei para mim.
Agora eu me vejo no meio desse novo território, tendo sonhos alegres, dedicando-me a realizá-los. Vejo o sol iluminando as colinas verdejantes da esperança; vejo praias com as areias alvas da confiança; jardins de amor-próprio e montanhas de fé na minha capacidade. Neste novo local de sonhos, eu canto e danço, deliciando-me; visito lugares onde reina uma paz de tirar o fôlego, enquanto caminho por um planeta de riquezas abundantes e converso com Deus em silêncio. Eu agora me vejo aprendendo coisas novas, ensinando coisas novas, criando objetos de rara beleza, amando e sendo amado, apaixonadamente. Mas acima de tudo eu me vejo na paisagem da felicidade. Eu apenas sou como sou, e, à medida q ue vou me transformando, vou sendo. Vejo-me como professor de um eu novo e verdadeiro. Sou um mestre disposto a dar apoio aos que buscam conectar-se com Deus. À medida que aprendo e que ensino a mim mesmo, terei o que compartilhar como os outros.
Ensinarei o processo inscrito no coração de acordo como que aprendi em minhas andanças pelo deserto, pelo pântano e pela gruta, até vir descansar na praia da entrega, nos jardins dos sonhos.
Não é incrível que tenhamos de percorrer tantos lugares sombrios para encontrar a luz que sempre tivemos? Eu fugi de quem sou e voltei a me encontrar enquanto tentava ajudar os outros. Agora me vejo com mais clareza, dedico-me a usar o que Deus me deu para atingir o que desejo e me ofereço ao bem deste planeta. A isso eu me dedico.
Não, este texto não é meu, mas fiquei tão emocionada quando li que resolvi colocar aqui. Sinto-me assim, correndo entre os meus “eus”, subindo lindas montanhas e atravessando pântanos. Estou correndo para ver o sol que está nascendo lá atrás da colina, os campos estão verdes, limpos, me convidando a andar cada vez mais rápido para chegar a tempo de aproveitar o calor do sol e deslumbrar um “pôr” magnífico. É isso, o sol me espera, não tenho tempo para chuva, tempestades, vendavais... o sol me espera!!
Pensamentos soltos, ideias malucas, opiniões divergentes, divagações sobre tudo que há no mar de uma cabeça.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Essa sou eu...
Ser séria, não é igual a ser mau humorada ou grosseira!!!! Gosto de ser séria nas coisas que faço, no trabalho então nem se fala. Não gosto de deixar nada parado esperando para depois, enquanto estiver trabalho para fazer eu fico séria sim, e ponto final!
Espera eu terminar todas as minhas tarefas benzinho, e depois a gente toma um chimarrão, conta piada,conversamos sobre o tempo e a vida. Mas enquanto eu tiver "pepinos" para resolver, por favor benzinho, me deixa quietinha.
Espera eu terminar todas as minhas tarefas benzinho, e depois a gente toma um chimarrão, conta piada,conversamos sobre o tempo e a vida. Mas enquanto eu tiver "pepinos" para resolver, por favor benzinho, me deixa quietinha.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
De volta!
De volta a vida inteligente!
Depois de passar meses ausente, sem ânimo, numa deprê de dar dó... Hoje eu quero recomeçar a fazer tudo aquilo que eu fazia... quero voltar a ter planos, a pensar em coisas boas, a sorrir por qualquer coisa.
Quero voltar a fazer trilha sonora da minha vida!
Depois de um período de melancolia, de pensamentos confusos e nada nobres, quero voltar a ser EU de novo, assim, do jeitinho que eu era, sem tirar nem por. Não quero mudar por ninguém que não seja por mim mesma, e por enquanto meu eu me diz que gosta de mim daquele jeito que eu era, antes dos dias cinzentos aparecerem.
Fases... tudo são fases, como num jogo... acho que passei mais uma e vou seguindo para pular as próximas, e hj sei que consigo avançar sempre e sempre. Por mim mesma, com minhas próprias pernas, lutando e relutando... seguindo. Acho bom a depressão desistir pq o "game over" está bem longe de acontecer!
Depois de passar meses ausente, sem ânimo, numa deprê de dar dó... Hoje eu quero recomeçar a fazer tudo aquilo que eu fazia... quero voltar a ter planos, a pensar em coisas boas, a sorrir por qualquer coisa.
Quero voltar a fazer trilha sonora da minha vida!
Depois de um período de melancolia, de pensamentos confusos e nada nobres, quero voltar a ser EU de novo, assim, do jeitinho que eu era, sem tirar nem por. Não quero mudar por ninguém que não seja por mim mesma, e por enquanto meu eu me diz que gosta de mim daquele jeito que eu era, antes dos dias cinzentos aparecerem.
Fases... tudo são fases, como num jogo... acho que passei mais uma e vou seguindo para pular as próximas, e hj sei que consigo avançar sempre e sempre. Por mim mesma, com minhas próprias pernas, lutando e relutando... seguindo. Acho bom a depressão desistir pq o "game over" está bem longe de acontecer!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Fim
...De volta na sua província preferida, a garotinha sentiu novamente o doce sentimento do amor. Reviu sua família de duas pessoas e teve ânimo de dar banho na sua cachorra fedorentinha. Descansou e fez questão de esquecer as lembranças daquele conto de fadas horrendo! Se refez... e refez muitos planos que havia deixado de lado, se permitiu sonhar novamente e iniciou um re-planejamento de seu futuro, que agora com certeza será diferente.
A garotinha tem um novo começo, uma nova chance e está sem medo de enfrentar as adversidades pq sabe, lá no fundo de seu ser e no íntimo de seu coração, que está FELIZ!!!! Pois tem de volta tudo aquilo que um dia deixou pra trás... e isso é o suficiente para seguir em frente!
A garotinha tem um novo começo, uma nova chance e está sem medo de enfrentar as adversidades pq sabe, lá no fundo de seu ser e no íntimo de seu coração, que está FELIZ!!!! Pois tem de volta tudo aquilo que um dia deixou pra trás... e isso é o suficiente para seguir em frente!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Era uma vez...
...Uma garotinha provinciana, que vivia em uma cidade provinciana, em sua pequena casa com jardim e quintal. Ela fazia programas pronvincianos nos finais de semana... Lá em sua pequena cidade tinha "tudo" o que precisava para ser feliz. Tinha uma casinha modesta, uma pequena família, amigos e uma cachorrinha fedorentinha para cuidar; tinha também uma vózinha confusa e amorosa e, alguém (idiota) para amar.
Um dia essa garotinha sentiu-se muito, mas muito triste e esquecida, sentia o peito doer, a cabeça latejar e o coração partir. Sentia um desconforto dentro de si, pensamentos confusos, e lá no fundo de sua alma sabia que algo ia acontecer. Seu ser provinciano não sabia o que fazer. Sua pequena casa, sua família de duas pessoas e seu cachorro fedorento não lhe satisfaziam mais, nada tinha graça naquela província!
Pensou no que fazer, nada lhe agradava... Até que surgiu uma coisa (vamos chamar de "fada", mas que de madrinha não tinha nada)e lhe fez uma proposta, e a garotinha (pensando que não tinha nada a perder)resolveu aceitar. Então, a garotinha foi morar longe de tudo que havia construído até então, foi na dúvida, não sabendo ao certo se deveria ir, se estava fazendo a coisa certa, mas com toda a coragem que tinha ela foi!! Sua nova casa era bela e atraente, grande, confortável e espaçosa porém, a bruxa má também morava nela. Uma bruxa peçonheta, que se parecia com o brinquedo assassino Chuck. As divergências entre a garotinha e o Chuck eram grandes, e a vida se tornou difícil. Ela viu que sua vida havia mudado totalmente!
Ela sentiu o gosto amargo da saudade e da solidão. E sabe do que ela mais sentia saudades??? Adivinhem só... Ela sentia saudade da vidinha provinciana!!!!
Hoje em dia sua cabeça está cheia de dúvidas, entre a razão e o coração, sente novamente aquele desconforto em seu serzinho, está confusa e perdida...
Continua...
Um dia essa garotinha sentiu-se muito, mas muito triste e esquecida, sentia o peito doer, a cabeça latejar e o coração partir. Sentia um desconforto dentro de si, pensamentos confusos, e lá no fundo de sua alma sabia que algo ia acontecer. Seu ser provinciano não sabia o que fazer. Sua pequena casa, sua família de duas pessoas e seu cachorro fedorento não lhe satisfaziam mais, nada tinha graça naquela província!
Pensou no que fazer, nada lhe agradava... Até que surgiu uma coisa (vamos chamar de "fada", mas que de madrinha não tinha nada)e lhe fez uma proposta, e a garotinha (pensando que não tinha nada a perder)resolveu aceitar. Então, a garotinha foi morar longe de tudo que havia construído até então, foi na dúvida, não sabendo ao certo se deveria ir, se estava fazendo a coisa certa, mas com toda a coragem que tinha ela foi!! Sua nova casa era bela e atraente, grande, confortável e espaçosa porém, a bruxa má também morava nela. Uma bruxa peçonheta, que se parecia com o brinquedo assassino Chuck. As divergências entre a garotinha e o Chuck eram grandes, e a vida se tornou difícil. Ela viu que sua vida havia mudado totalmente!
Ela sentiu o gosto amargo da saudade e da solidão. E sabe do que ela mais sentia saudades??? Adivinhem só... Ela sentia saudade da vidinha provinciana!!!!
Hoje em dia sua cabeça está cheia de dúvidas, entre a razão e o coração, sente novamente aquele desconforto em seu serzinho, está confusa e perdida...
Continua...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Playing for change...
Era uma vez, um engenheiro de som que se chamava Mark, ele sempre caminhava pelas ruas e via artistas de rua cantando suas músicas. Artistas que cantavam com alma e coração, que mesmo sendo desconhecidos conseguiam juntar grande público ao seu redor. Pessoas que paravam para ver e ouvir suas vozes, que mesmo sem entender o que a música dizia se sentiam seduzidas pelo som, melodia, etc...
Até que esse engenheiro, teve uma ideia brilhante, magnífica...de juntar esses artistas, ele saiu viajando com um "estudio ambulante" e gravando todos esses fabulosos artistas e depois juntando todos eles, fazendo com que cantassem em uma só voz.
Essa ideia foi tão boa, mas tão boa que virou um projeto, e o projeto virou DVD onde estão reunidos todos esses videos e todos os artistas cantando canções de paz e pela paz. É um trabalho lindissimo, emocionante de se ver... eu já virei fã de carteirinha, e estou contando essa grande ideia para todo mundo hehehehehehe...mostrando esse lindo projeto para todas as pessoas queridas!!!!
Segue abaixo meu video preferido e tbm o link onde conta essa história que eu descrevi em poucas palavras:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/05/24/cd-dvd-do-projeto-playing-for-change-une-musicos-de-rua-do-mundo-inteiro-em-torno-de-classicos-pop-756008657.asp
P.S.: Quem é que, em um dia meio down nunca parou para ouvir os peruanos lá na Praça 20 em NH??? Eles são artistas de rua tbm, que encantam muita gente com suas flautinhas de bambu hehehehehehe...
Até que esse engenheiro, teve uma ideia brilhante, magnífica...de juntar esses artistas, ele saiu viajando com um "estudio ambulante" e gravando todos esses fabulosos artistas e depois juntando todos eles, fazendo com que cantassem em uma só voz.
Essa ideia foi tão boa, mas tão boa que virou um projeto, e o projeto virou DVD onde estão reunidos todos esses videos e todos os artistas cantando canções de paz e pela paz. É um trabalho lindissimo, emocionante de se ver... eu já virei fã de carteirinha, e estou contando essa grande ideia para todo mundo hehehehehehe...mostrando esse lindo projeto para todas as pessoas queridas!!!!
Segue abaixo meu video preferido e tbm o link onde conta essa história que eu descrevi em poucas palavras:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/05/24/cd-dvd-do-projeto-playing-for-change-une-musicos-de-rua-do-mundo-inteiro-em-torno-de-classicos-pop-756008657.asp
P.S.: Quem é que, em um dia meio down nunca parou para ouvir os peruanos lá na Praça 20 em NH??? Eles são artistas de rua tbm, que encantam muita gente com suas flautinhas de bambu hehehehehehe...
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